Shivapuri Baba
Retrato de Shivapuri Baba
Shivapuri Baba (1826–1963). Este retrato circula on-line e não foi possível atribuí-lo a uma fonte confiável.

Shivapuri Baba

Shivapuri Baba nasceu em 1826 numa família brâmane abastada e culta do Sul da Índia, e adotou o nome de renunciante Govindananda Bharati ao tornar-se sannyasin.

Seu avô, um respeitado astrólogo, tornou-se seu guru. Renunciando à herança — que transferiu à irmã —, seguiu o avô rumo às florestas na nascente do rio Narmada. Após a morte do avô, recolheu-se ali a profunda solidão, e assim teve início sua busca por Deus.

Após quase vinte e cinco anos de severa penitência, alcançou a Realização de Deus — o destino final que, segundo ele, todo ser humano deve alcançar.

Então, como desejara o avô, partiu numa grande peregrinação ao redor do mundo — boa parte dela a pé, ao longo de cerca de quarenta anos — antes de fixar-se por fim nas colinas perto de Catmandu, onde ensinou a Vida Correta a buscadores de toda espécie até sua morte, em 1963.

Qual é a dádiva de sua Vida Correta?

É muito simples: levar o Corpo, o Intelecto, a Mente e a Alma à perfeição.

Shivapuri Baba

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As Três Disciplinas

Shivapuri Baba dizia que todo ser vivo deve alcançar esta meta para tornar-se 100% livre — porque o homem, sendo a coroa de todos os seres vivos, é o único capaz de consegui-lo. Como se consegue? Praticando as três disciplinas: física, mental e espiritual.

Disciplina física

A disciplina física leva o corpo e o intelecto do buscador à perfeição ao tornar o corpo saudável. Ao mesmo tempo, restringindo-se ao seu swadharma — seu dever escolhido — e jamais se desviando para atividades inúteis e nocivas, ele torna sua vida bem-sucedida e próspera. Torna-se feliz e vive como um rei; mas não pode alcançar o Supremo, Deus.

Disciplina mental

A disciplina mental doma a mente, que, em consequência, passa a deter poder de comando e controle sobre os sentidos e seus objetos. Ele se liberta de seus gostos e desgostos; não se desvia para a especulação nem para desejos e ações ilícitos. Desse modo, torna-se um iogue feliz e realizado, pleno de poderes ocultos — mas ainda assim fica aquém de Deus. Com sua morte, todas as suas realizações desaparecem.

Disciplina espiritual

A última disciplina permite-lhe adquirir qualidades divinas. Sua alma, despojada da identificação com o corpo, o intelecto e a mente — o falso “eu”, a jaula em que estivera aprisionada até então —, vem a conhecer seu verdadeiro “eu”: o Purusha. Deus, o Pai, concede Sua graça, que o torna apto a voar para o Seu reino — seu lugar de nascimento, seu direito de nascença, sua meta. Ele se torna Purushottama, o Maior.

Torna-se onipresente, onisciente, onipotente, eternamente bem-aventurado e imortal.

Shivapuri Baba implora a todo homem que alcance isto, recomendando a prática das três disciplinas simultaneamente, não isoladamente. No início, predominam as duas primeiras; ao final, a terceira torna-se predominante.

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